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sábado, 25 de fevereiro de 2017

O Fim do Subjuntivo

  Concordo quando dizem que o subjuntivo é incômodo de usar; é claro que existe uma pressão cotidiana para que se simplifique a língua coloquial. Isso gera construções deselegantes como: "Se eu sou você,  faço isso." Horrível. A impressão que causa é que se está escuta ndo um estrangeiro falando português. Recentemente escutei uma haitiana falando a nossa querida língua melhor do que a esmagadora maioria dos brasileiros; senti-me envergonhado por isso, mesmo que me esforce para falar e escrever corretamente (esta última atividade o brasileiro deveria exercer mais).
     Vamos falar do subjuntivo. Usado para dar uma sensação de dúvida, de possibilidade, está quase extinto na língua coloquial. Examinemos o exemplo acima:
     "Se eu sou você, faço isso."
     Melhor seria:
     "Se eu fosse você, faria isso."

     Encontramos o problema; para usar o subjuntivo aqui, precisamos usar o futuro do pretérito, um tempo do Modo Indicativo que quase todos os brasileiros parecem acreditar que pertence ao grego. Também exprimindo dúvida, mas apontando a direção a seguir, este tempo está na UTI há décadas. Será que não seria possível aprender e usar nossos dois amigos acima citados para salvá-los da extinção? Deixo esta pergunta hoje, respondam-me por favor! Comentem as postagens, gostaria de um diálogo franco com os meus leitores. Comentar em um blog não dói e não são necessários preservativos.

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