Concordo quando dizem que o subjuntivo é incômodo de usar; é claro que
existe uma pressão cotidiana para que se simplifique a língua coloquial. Isso
gera construções deselegantes como: "Se eu sou você, faço isso."
Horrível. A impressão que causa é que se está escuta ndo um estrangeiro falando
português. Recentemente escutei uma haitiana falando a nossa querida língua
melhor do que a esmagadora maioria dos brasileiros; senti-me envergonhado por
isso, mesmo que me esforce para falar e escrever corretamente (esta última
atividade o brasileiro deveria exercer mais).
Vamos falar do subjuntivo. Usado para dar uma
sensação de dúvida, de possibilidade, está quase extinto na língua coloquial.
Examinemos o exemplo acima:
"Se eu sou você, faço isso."
Melhor seria:
"Se eu fosse você, faria isso."
Encontramos o problema; para usar o subjuntivo aqui,
precisamos usar o futuro do pretérito, um tempo do Modo Indicativo que quase
todos os brasileiros parecem acreditar que pertence ao grego. Também exprimindo
dúvida, mas apontando a direção a seguir, este tempo está na UTI há décadas. Será
que não seria possível aprender e usar nossos dois amigos acima citados para
salvá-los da extinção? Deixo esta pergunta hoje, respondam-me por favor!
Comentem as postagens, gostaria de um diálogo franco com os meus leitores.
Comentar em um blog não dói e não são necessários preservativos.
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